domingo, 16 de outubro de 2011

João Camossa (I) - 15/12/1925-16/10/2007

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Biografia
João Carlos Camossa de Saldanha "nasceu" monárquico. O seu pai, o capitão-mar-e-guerra Augusto Saldanha, foi um dos resistentes ao 5 de Outubro de 1910, o que lhe valeu a prisão e muitos dissabores na carreira militar e na vida familiar.
Foi membro do grupo fundador do Centro Nacional de Cultura – excelente e legal pretexto para o activismo e formação política -, participou no grupo de Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco Sousa Tavares, Rodrigo Sousa Félix e Fernando Amado, marcando aquele vital momento de ruptura com os resquícios de uma Causa Monárquica que vivia na expectativa do final cumprimento de longínquas promessas do regime vigente.
Esteve envolvido na formação, nos anos 50, do anti-salazarista Movimento Monárquico Popular (com a Liga Popular Monárquica e a Renovação Portuguesa daria origem à Convergência Monárquica, que passou a chamar-se PPM após o 25 de Abril),
Durante décadas foi conhecido activista opositor à 2ª República, tendo participado activamente em episódios como a Revolta da Sé (1959) e o Golpe de Beja (1961), o que lhe valeu a estadia no conhecido Aljube. Durante o julgamento dos implicados no Golpe de Beja, foi contra a estratégia dos outros advogados da defesa que procuravam argumentar com a formalidade dos princípios democráticos da Constituição de 1933. Pelo contrário e para estupor do Tribunal, o monárquico assumiu frontalmente a ruptura contra o ordenamento constitucional republicano e corporativo, tendo passado rapidamente, durante a audiência, de defensor a preso, por ordem do juiz.
Monárquico convicto, revolucionário e activista no movimento anarco-sindicalista que se opôs veementemente ao Estado Novo, foi, por múltiplas vezes, vítima das sevícias e prisões da polícia política, que o colocaram na frente dos diversos movimentos que se opunham então ao sistema salazarista, nomeadamente quando integrou o «Movimento de Beja».
Em 1974 Camossa funda o Partido Popular Monárquico, ao lado de Barrilaro Ruas, Rolão Preto e Ribeiro Telles. O anarco-comunalista João Camossa representava a corrente libertária do partido, para quem o rei deveria ser o último vestígio do Estado.
Foi representante do PPM na Assembleia Municipal de Lisboa e pertenceu aos serviços de apoio jurídico na Assembleia da República, durante o período da Aliança Democrática.
Colaborou por diversas vezes em jornais e revistas sobre temas políticos, históricos e culturais.

Fontes: 


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

PROPOSTA DE ACTUAÇÃO DOS MONÁRQUICOS PERANTE A REFORMA ADMINISTRATIVA


Outubro a Janeiro de 2011

1.    Pedido de parecer a juristas monárquicos sobre a possibilidade de se exigirem referendos locais e da melhor forma de o fazer.
2.    Convocatória pelas Reais Associações dos seus membros para discussão das propostas para a sua área de actuação.
3.    Abertura dessas reuniões à restante sociedade civil.
4.    Caso o ponto 2 não seja possível ou não tenha resultados, que cada um, sozinho ou em conjunto com outros, monárquicos mas não só, fomente na sua região a discussão do tema.
5.    Elaboração de propostas concretas para apresentar em Assembleia de Freguesia ou Assembleia Municipal (verificar calendário das mesmas).
6.    Atenção, que o processo de discussão nas assembleias de freguesia e municipais decorre até final de Janeiro!
As ligações seguintes são os documentos que cada região tem de estudar para poder debater a reforma:
1 - Documento Verde da Reforma da Administração Local
2 – Anexos ao Documento Verde da Reforma da Administração Local
3 - Dados do censos 2011 para cada município


12/10/11
Pela Resistência Popular Realista
Maria Leonor Martins de Carvalho
José Carlos Morais

sábado, 8 de outubro de 2011

Textos em defesa da língua (2) - Luis de Almeida Braga


http://www.maltez.info/
respublica/topicos/aaletrab/

braga,_l._a..htm
Defender a língua da confusão cosmopolita é tarefa que não pode adiar-se. O valor político do idioma não consiste apenas em afirmar a nacionalidade; reside sobretudo em ser o instrumento activo das suas tradições.
A corrupção babélica da língua é coisa bem diferente das transformações inerentes à própria evolução vital. A formação orgânica de novos vocábulos, novas acepções acrescidas às de antigo uso, arcaismos que remoçam, a adaptação de vozes expressivas e precisas, alterações sintácticas que favorecem a harmonia e a clareza, tudo isso deixa a salvo a integridade do idioma: é o movimento da sua própria evolução. Mas o que não pode tolerar-se é a formação das palavras castiças, o abuso do estrangeirismo estridente e inútil, o emprêgo absurdo das preposições, a introdução de sons estranhos à música da nossa língua, — “a que primeiro praguejou com a tempestade oceânica e a primeira que traduziu a alma das imensas distâncias - a saudade”...
É do vosso aplaudido João Ribeiro (não ignorais) esta bela frase onde, como nos búzios o mar, o génio puro do idioma pátrio longamente ressoa.
Língua Portuguesa, trino de ave no fino azul e trovão que abala o céu; meiga e brava, que ora se roja como as ondas na areia, - quando soluça e chora, ora como as ondas se alevanta e encrespa,- quando ruje, amaldiçoa ou ameaça!
Veio-lhe do arfar das naus a cadência lânguida, e o mar lhe pegou o cheiro que tem a algas e sargaço. Fogosa como corcel de batalha, é dócil como o vime. Urdida na penumbra das ramadas e bordada sob laranjeiras em flor, é branda e cândida, boa para confessar baixinho segredos do coração e o abrir e abrasar em arroubos místicos…
Língua em que o Sol se namorou da névoa e criou a neblina para ensinar o gôsto musical das palavras, que mais do que dizem, deixam adivinhar… Língua de esmeraldas e madrepérolas, a mais terna entre todas e a mais linda, ¿como não amar-te?
Não é o idioma de um povo mercadoria que se lhe ponha à escolha para pegar ou deixar; històricamente associado o povo à formação da língua, ela é parte consubstancial do seu próprio ser. Quando a linguagem se vicia de tal modo que ameaça corromper-se e tornar-se dialecto, necessário é voltar à canteira maternal, às aldeias e aos montes, à rústica plebe, aos livros vélhos e esquecidos.
A língua em que os Trovadores dos Cancioneiros cantaram as suas coitas de amor, soluçou Bernardim suas pungentes saüdades e os chistes de Gil Vicente são ainda lição e exemplo; a língua em que Fernão Lopes presentiu a nova idade do mundo e Azurara pôde Ouvir os Altos Infantes diante dos muros de Ceuta; a língua através da qual Tomé de Jesus e Heitor Pinto deixam entrever o Céu e João de Barros e Diogo do Couto, por entre rufar de tambores, estrondos de trombetas e bombardas, tinir de lanças e adagas, amostram o Oriente a arder num perfumado braseiro de enfurecida glória, - toda a azafama dos Descobrimentos, trabalhos do mar, perigos da terra…; a língua em que Bernardes transforma as palavras em beijos para falar de Jesus e Vieira se atreve a reprender a Deus senão ajuda bem os Portugueses na defesa dos bastilhões brasileiros, ei-la agora, tendo rodeado o mundo e por êle se repartido em pedaços, desde Ceilão à Polinésia, desde Malaca ao Japão, que serena e altiva, ao jeito de Camões, !”na quarta parte nova os campos ara”!
Pelos séculos fóra, para além da morte, devia comemorar-se quotidianamente sobre o altar o milagre da fala que nos irmana. Assim o quis António Cavide, que serviu a El-Rei Dom João IV com grande confiança e foi seu Mantieiro e Escrivão da Câmara, na cláusula da escritura de doação feita em 1667 aos Eremitas de Nossa Senhora da Graça, estabelecendo e exigindo para sempre que em cada dia do ano fôsse rezada uma Missa por todos os que falarem a língua portuguesa.
¿Onde houve já idioma que merecesse tão religioso carinho? ¿Onde se encontra mais comovida confissão do imortal encanto da nossa linguagem, da solidariedade eterna que ela entre nós estabelece?


Extracto de Conferência realizada na Faculdade de Direito de São Paulo (Brasil)
Luis de Almeida Braga in Paixão e Graça da Terra, 1932, Livraria Civilização

domingo, 2 de outubro de 2011

É tempo de tocar o sino!

O governo divulgou recentemente o chamado Documento Verde da Reforma da Administração Local.
Apesar de se chamar “documento verde”, apresenta critérios e calendários bastante amadurecidos, para aquilo que se assemelha a um novo “Mapa cor-de-rosa” (não é o das autarquias PS, é o africano…), impingido pelos colonos da Troika.
As tradicionais Freguesias, com origem nas seculares paróquias onde eram feitos os registos de nascimento, e que são ainda hoje o mais genuíno órgão de poder das comunidades locais, vão ser reformuladas com base em critérios demográficos, em nome de uma suposta modernização. Significa isto que a identidade cultural comunitária, as tradições e mesmo a organização territorial histórica, serão simplesmente trituradas por uma máquina estatística que apenas olha as pessoas como números.
Segundo o calendário publicado, temos 90 dias nos meses de Novembro, Dezembro e Janeiro, para debater este assunto nas assembleias Municipais e de Freguesia. Se não houver informação, e um toque a rebate para despertar consciências e motivar a participação das pessoas na definição dos seus destinos, tudo será decidido de forma mecânica pela administração central. A nova lei deve estar aprovada até ao final de Junho. Claro que já se percebeu, que o interesse de alguns é mesmo transformar o que deveria ser um grande debate popular, numa mera negociata de salão. Depois virá a apresentação do facto consumado, atirando responsabilidades para a Troika e para a falta de participação durante os tais 90 dias.
Importa pois que nos apresentemos nas assembleias municipais e de freguesia para exigir a informação e o debate. Este é um assunto que não pode passar ao lado das populações, e que deveria ser objecto de referendos locais (se não servem para isto, servirão para quê?). Caso contrário muitos se arriscam a que, no próximo Verão a “sua” Freguesia tenha desaparecido, e tomem disso conhecimento por uma qualquer notícia de jornal. O poder ficará mais longe em nome de uma suposta “maior proximidade entre os níveis de decisão e os cidadãos”. É tempo de tocar o sino!

sábado, 1 de outubro de 2011

Textos em defesa da língua (1) - Luis de Almeida Braga


http://www.maltez.info/
respublica/topicos/aaletrab/

braga,_l._a..htm
...Nada melhor que a Arte conserva e ennobrece a Tradição. A indústria, o comércio, a lavoura tornam a vida mais fácil, mas é a sciência, a arte e a literatura que lhe dão beleza e lhe dão encanto.
...A literatura é a clara linguagem da alma da Pátria, a embaladora voz que a entretem e canta. Por isso o melhor escritor é aquele que mais enternecidamente e mais profundamente sabe mostrar-se homem da sua raça.
Para lá da vontade dos govêrnos, e da mesma sorte que as leis e as guerras, são as estátuas, os monumentos, as crónicas e os poemas que formam as nações. 
...Se o povo que um dia cair escravo souber conservar o amor da sua língua, consigo terá sempre guardado o segrêdo da sua liberdade, - promete o verso célebre de Mistral. Ainda há ignorantes ou irreflectidos que julgam ser os poetas, na vida do país, simples ornamento. Para êsses, tem foros de verdade o paradoxo de Platão, e a sentença de Aristóteles - a Poesia é mais profunda e mais filosófica do que a História — não a entendem sequer. Ora um poeta como Camões, animador e mantenedor do espírito nacional, é para a gente da sua fala elemento essencial do banquete da vida, pão de puro fermento, que a admiração e a reflexão multiplicam. A sua obra, tal uma fôrça da natureza agindo inteligentemente, a pouco e pouco produz, em tôdas as ordens do pensamento e através das mais altas ondas de incertezas e dificuldades, profundas e benéficas transformações.
Eu não sei de melhor formador de homens, nem conheço mais certo guia de acção que o poeta vivíssimo de Os Lusíadas. A leitura dêsse poema é estímulo constante aos mais nobres cometimentos da vida. Para a gente da nossa língua e do nosso sangue, Os Lusíadas não são lugar de paz ou de meditação filosófica: são escola de todas as energias que se chamam audácia, vontade, amor; numa só palavra – são uma lição de vida estrénua.
Não é o silêncio das coisas mortas que ao ler os versos de Camões invade a nossa alma; é o clangor épico de uma trombeta de guerra que a atravessa, e nos deslumbra e chama. Vinde ouvi-lo também , lusíadas novos, meus amigos e meus irmãos!

Uma geração que vá educar-se ao calor das rimas camoneanas, vejo-a eu já heróica, forte, bela, máscula, palpitante de tôdas as energias primitivas da terra. 

Extracto de Conferência realizada na Faculdade de Direito de São Paulo (Brasil)
Luis de Almeida Braga in Paixão e Graça da Terra, 1932, Livraria Civilização

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Afonso Botelho - 04.02.1919 - 20.09.1996


DA RESTAURAÇÃO (extracto)

(Ultima intervenção política de Afonso Botelho)
No que diz respeito a este sentido do poder absoluto, também a República nos confundiu noutro equívoco, transformando em impulso emocional a divergência histórica entre miguelistas e liberais. Para tanto, amputou a essa dramática oposição nacional os principais valores que nela estiveram em jogo. Na realidade, a mais profunda causa do desencontro histórico não residia na absoluta ou limitada acção governativa do Rei, mas na manutenção ou rejeição de uma ampla ideia tradicional da origem do poder e da genuinidade dos costumes e privilégios dos povos.
Era esse afinal o absolutismo que o senhor Dom Miguel representava e que nasceu inseparável e unido ao Cristianismo ocidental na sua raiz autêntica, inspiradora da lei fundamental do Reino. Nesse sentido se elege ainda hoje a aspiração primeira do tradicionalista de restaurar o poder e, digamo-lo claramente, a obrigação prioritária do monárquico de restaurar o regime, que, em seu profundo convencimento, é o único apto a fazê-lo.
Tomo esta obrigação, meus ilustres e estimados Companheiros, não por uma abstracta dedução lógica, mas por uma razão existencial: tomo-a com a urgência das situações terminais, porque terminal me parece o ânimo dos portugueses em relação à própria necessidade do poder político, a cujos esgotamento e aviltado exercício assistem revoltados.
Não creio que seja indispensável invocar mais uma vez a conclusão daqueles politólogos americanos que denunciam precisamente como sinais do termo da forma democrática vigente, todos os gravíssimos problemas que a insanável oposição entre liberdade e igualdade criou.
Em Portugal, neste momento, já nem é a perversão do poder que nos provoca, mas a sua quase total inexistência. E a reacção a esta ausência cada dia se manifesta de uma forma mais clara e alarmante, posto que esse significado não nos seja perceptível como verdadeira realidade.
Efectivamente, a acção degenerescente prolifera em actos que ainda não possuem a força que desencadeia a revolução sangrenta, nem a concentração do golpe político, mas que denuncia a angústia ameaçadora da sociedade que, impedida de se representar num poder aprisionado pelo sistema, chama a si a sua força e as suas competências, se substitui a ele, ocupa-o, partilha-o à margem da lei. Existimos realmente na ordem e na estabilidade equívocas, que se processam entre uma partilha indefinida do poder e um Estado que, para subsistir, sobrepõe ao poder a omnipotência (na observação subtil de um comentador político).
Hoje, o nosso ponto de partida é necessariamente reflexivo de início, mas logo devém operativo, de tal modo se nos revela urgente restaurar o poder.
Como cidadãos ainda teremos de cumprir as leis da cidade, porém sob reserva, porque nem a cidade dos nossos dias é idêntica à polis grega, nem a lei vigente merece o sacrifício da vida de Sócrates. Mas, como monárquicos, não dispomos outra vez de clima social e político para protelar ou secundarizar a restauração da Monarquia.
Perante o que afirmamos ser, redescobrir e restaurar o poder genuíno é finalidade que não pode tranquilizar-se na normalidade democrática, nem ceder aos seus apelos emolientes.
Em relação à sua força de captura, tal como prisioneiro de guerra, o monárquico tem por dever prioritário recuperar a liberdade, que, para o seu código de honra, antes de ser de si próprio, o é dos destinos da Pátria.

7 de Outubro de 1995, no encontro anual da Liga Popular Monárquica, em Guimarães "Da Restauração", in Boletim da Liga Popular Monárquica, série F, nº 16, Outubro-Dezembro de 1995, pp. 9-11 e também in Consciência Nacional, nº 187, Janeiro-Outubro de 1995, pp. 1, 3. 
Reproduzido em http://www.angelfire.com/pq/unica/il_1995_afonso_botelho.htm a partir de Gonçalo Sampaio e Mello, "Afonso Botelho, Legitimista"...., pp. 249-253.

sábado, 17 de setembro de 2011

OLIVEIRA MARTINS sobre SMF El-Rei D. MIGUEL I

 (A propósito dos últimos dias do cerco do Porto)

Quem, despido de ódios e paixões politicas, pára a meditar n'este instante, olhando o que vae seguir-se, é forçado a sympathisar com esse príncipe infeliz, tão odiado e tão digno, tão nobremente caído depois de luctar até ao fim, tão raramente exilado n'uma penúria absoluta: a sympathisar, repetimos, com esse principe que, por uma excepção talvez única, não poz dinheiro nos bancos para o caso da retirada forçada, e teve de viver das esmolas que de Portugal lhe mandaram os seus partidários e amigos. Se a dynastia de Aviz terminou heroicamente, a de Bragança teve em D. Miguel um typo de honradez simples. Os dois príncipes mais desditosos — accaso por isso os que o povo mais amou! personalisaram as duas melhores faces do caracter nacional.

Levou de Portugal a roupa que tinha vestida: entregou tudo, quando partiu para o desterro. A convenção expulsava-o, prohibia-lhe voltar ao reino, e dava-lhe a pensão annual de sessenta contos, clausula que punha o cumulo ao desespero dos liberaes vencedores. Quando desembarcou em Génova e se achou livre dos graves deveres contrahidos perante um exercito vencido e solidário do seu destino, D. Miguel protestou contra o que fizera, recusou um dinheiro que seria como o de Judas, proclamou os seus direitos, contra a força a que tivera de submetter-se. Accusaram-no então de felonia, chamando-lhe nomes descarados na lei que as côrtes votaram. Pobre de quem não admittir que nenhum caracter nobre deixaria de proceder n'esse momento como procedeu D. Miguel!
in Portugal Contemporâneo L. III. —IV – 2 e 5